A importância da adesão ao tratamento de doenças e sua continuidade

12/02/2019
Mulher toma medicamento em comprimido e segura copo de água
Conteúdo validado por Luciana Soldá, Head da Proxismed

Você conhece alguém que tem doenças como hipertensão ou diabetes e não segue o tratamento adequado? Isso é mais comum do que se pensa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), menos de 60% dos pacientes com diabetes e menos de 40% dos hipertensos seguem as prescrições médicas.

Condições crônicas como as citadas têm alta prevalência no Brasil e podem levar ao aparecimento de outras complicações de saúde, como doenças cardiovasculares e falha renal. Por isso, após o diagnóstico, é importante seguir as orientações do profissional de saúde sobre o tratamento. Mas a realidade muitas vezes é outra.

De acordo com o Ministério da Saúde, a falta de adesão ao tratamento pelo paciente é considerada por alguns autores um problema de saúde pública. Inclusive, ela tem sido denominada de “epidemia invisível”. Veja, por exemplo, o caso da hipertensão arterial. Se não tratada corretamente, esta condição é o motivo de 25% dos casos de diálise por insuficiência renal crônica terminal, 80% dos acidentes vasculares cerebrais e 60% dos casos de infarto do miocárdio. Esses dados são do Ministério da Saúde.

Além disso, apesar de, em alguns casos, haver uma aparente melhora, é necessário seguir as orientações do médico e não deixar o tratamento antes. Nos casos de tratamentos anti-infecciosos, por exemplo, diversos agentes podem adquirir resistência a eles se houver interrupção, o que dificultará estabelecer um novo tratamento.

Mas, o que seria a adesão ao tratamento?

Segundo o Ministério da Saúde, a adesão é compreendida como a utilização de pelo menos 80% dos tratamentos prescritos, observando horários, doses e tempo de tratamento. Assim, os pacientes são beneficiados, pois controlam a condição e conseguem, na maioria das vezes, manter a qualidade de vida.

Fatores que interferem no seguimento do tratamento

A não adesão ao tratamento de doenças pode ser determinada por vários aspectos, como socioeconômicos e culturais, psicológicos, institucionais e pela relação entre o profissional da saúde com o paciente. Desta forma, o Ministério da Saúde afirma que existem dois tipos de pacientes que não seguem o tratamento:

• Involuntários: por falhas de conhecimento ou interpretação das instruções da equipe de saúde, esquecimento dos horários e desorganização.
• Voluntários: aqueles que escolhem não tomar os medicamentos, parcialmente ou totalmente, por múltiplos motivos.

É comum que pacientes em tratamento se deem, por exemplo, dias livres em finais de semana ou férias. Mas mesmo poucos dias atrapalham e afetam a efetividade do tratamento. Outros casos comuns são de pessoas que se acostumam aos sintomas e decidem ficar sem tratamento. Há ainda aqueles que se incomodam ou têm medo dos efeitos colaterais dos medicamentos.

Um estudo publicado na Revista Saúde Pública também analisou os fatores associados à baixa adesão ao tratamento medicamentoso em idosos. Cerca de 78% dos entrevistados mencionaram ter usado algum medicamento nos sete dias precedentes à entrevista. Desses, cerca de 1/3 foram considerados com baixa adesão e alguns dos principais fatores associados foram:
• Não ter plano de saúde;
• Ter que comprar os medicamentos;
• Ter três ou mais morbidades;
• Possuir incapacidade instrumental para a vida diária;
• Usar três ou mais medicamentos.

Por outro lado, às vezes o paciente até tem a intenção de seguir o tratamento, mas são várias as barreiras que ele enfrenta para conseguir e, por isso, acaba desistindo. Perder um emprego e ter problemas financeiros são fatos que levam pessoas a deixarem de pagar o plano de saúde e os remédios. Uma reportagem especial da BBC, realizada em 2017, mostrou essa realidade no Brasil. Várias famílias que vivem com um salário mínimo na cidade de São Paulo foram ouvidas e contaram que têm que escolher entre comprar remédio ou comida.

Relação do profissional da saúde com o paciente

Nesse cenário, também é possível notar que a relação que o médico estabelece com o paciente e a forma que ele o orienta podem afetar negativamente o seguimento do tratamento. De um lado da consulta, o paciente está ansioso, abalado emocionalmente e não tem conhecimento de biologia básica ou medicina. Do outro, o médico muitas vezes usa jargões e termos difíceis de serem compreendidos, além de falar rápido por causa do preço baixo que a operadora paga pelas consultas. Esses são fatores que atrapalham a adesão aos cuidados necessários. Confira alguns dados que mostram esse panorama:

• Pacientes com condições de longo prazo passam em média três horas por ano com o médico vs. 8.757 fazendo suas tarefas diárias em casa, no trabalho e no lazer.
• Pacientes somente entendem 50% do que os médicos dizem.
• 60% dos pacientes não entendem como seguir o tratamento ou procedimentos.

Fontes: The Health Foundation e BroadStream Solutions.

Como vencer a baixa adesão ao tratamento?

O abandono do tratamento está ligado à experiência do paciente com os medicamentos e terapias, como crenças, convicções, expectativas, medos e interferências religiosas. Por isso, os profissionais de saúde devem compreender o paciente e tentar ajudá-lo de acordo com sua realidade. Se não for desta forma, existe o risco de perda de efetividade no acompanhamento médico.

Além disso, o Ministério da Saúde alerta que devem ser levados em consideração aspectos éticos importantes e peculiaridades da doença. Seja qual for o problema de saúde, é importante que o paciente esclareça todas as dúvidas com o médico. E o profissional deve explicar riscos e benefícios do tratamento indicado, como ele pode afetar os hábitos diários e a importância de seguir as orientações durante toda a jornada de relacionamento com o paciente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, sem que o paciente esteja devidamente informado sobre sua doença e suficientemente motivado para aderir ao tratamento, a atitude do médico que apenas entrega a receita não funcionará no engajamento do paciente. O artigo da sociedade afirma que sem nenhum suporte educacional ao paciente, o médico “certamente estará promovendo um indesejável impacto negativo sobre os índices de adesão do paciente às recomendações recebidas”.

A Proxis compartilha dessa ideia e conta com vários produtos especialmente direcionados para indústria farmacêutica, hospitais, laboratórios e operadoras, entre outras empresas do setor de saúde. Oferecemos jornadas de relacionamento em saúde focadas no engajamento ao tratamento. Elas não se limitam à adesão terapêutica e incluem o seguimento de todas as recomendações médicas e o plano de consulta, promovendo a conscientização da condição de saúde e o que deve ser feito para melhoria da qualidade de vida.

Além disso, temos programas de relacionamento que possuem como objetivo o engajamento de pacientes por meio de descontos em medicamentos entre outros benefícios. Eles ajudam a conscientizar o paciente e incentivam o seguimento do tratamento.

Quer saber mais detalhes sobre como pode ser esse programa de suporte ao paciente? Entre em contato conosco!

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