4 razões pelas quais a saúde precisa da Internet das Coisas

04/12/2018
Mulher sincroniza smartwatch com smartphone
Conteúdo validado por Ron Seagull, CEO da Proxismed.

Com a evolução tecnológica, a transformação digital chegou a vários setores, inclusive na saúde. Nos últimos anos, vários conceitos relacionados com a tecnologia surgiram e a Internet das Coisas (IoT) é um tema obrigatório quando falamos de inovações na área da saúde.

Hoje, são muitas as tendências tecnológicas que ajudam na promoção de saúde. Inclusive, já falamos disso aqui no blog. Você leu nosso artigo “Avanço da tecnologia na medicina: quais são os benefícios?”. Mas, a Internet das Coisas é um conceito que merece atenção pois muda a forma que vivemos e trabalhamos.

Mas, o que é a Internet das Coisas?

O conceito de IoT se refere à objetos conectados com a internet, além de smartphones e computadores. Com conectividade e capacidade de computação, itens comuns se tornam dispositivos que geram, trocam e consomem dados com intervenção humana mínima.

De acordo com a Sociedade Americana de Internet, um dispositivo IoT da saúde pode ser um relógio rastreador fitness ou até sapatos que acompanham a frequência cardíaca. De acordo com um artigo da Forbes, um relatório do Allied Market Research prevê que o mercado da Internet das Coisas Médicas alcançará US$ 136,8 bilhões mundialmente até 2021.

Um artigo da Associação Brasileira de Internet das Coisas afirma que essa tecnologia tem potencial para causar grandes revoluções não só para os pacientes. Mas principalmente para os gestores e para a sociedade que custeia o sistema de saúde.

Por que a saúde precisa de IoT?

1. Dados são transformados em ações

Dados coletados permitem um melhor entendimento sobre a saúde da população e podem ser transformados em objetos que auxiliam nos cuidados com a saúde na prática. Além de ajudar a diminuir custos de empresas com saúde, consegue ajudar na promoção da saúde.

Veja, por exemplo, um projeto da Pfizer em parceria com a IBM. Com a combinação de sensores, dispositivos móveis e aprendizado de máquinas, eles acompanham e recebem informações em tempo real sobre pacientes que tratam a doença de Parkinson. A partir disso, novas informações podem surgir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e controlar melhor os sintomas.

Outro exemplo é o Watson Health, um software da IBM que tem como objetivo agrupar a maior parte dos dados de saúde das pessoas de todo o mundo para facilitar o trabalho dos médicos. Com isso, ele permite uma assistência médica mais efetiva.

2. Prevenção de doenças

Ter acesso em tempo real a dados sobre a saúde, como por exemplo qualidade do sono e frequência cardíaca a partir de um smartwatch, ou seja, um relógio inteligente, ajuda as pessoas a tomarem decisões para ter uma vida mais saudável. Isso, junto com um acompanhamento médico, leva à prevenção de doenças.

3. Satisfação e engajamento do paciente

Com dados mais detalhados e assertivos que a Internet das Coisas consegue fornecer, o atendimento médico é otimizado, o que beneficia tanto a jornada do paciente como o trabalho dos serviços de saúde. Além disso, é possível promover a conscientização do paciente para que ele siga todas as recomendações médicas.

4. Gerenciamento avançado de cuidados

Ao conectar muitos dados médicos a partir de acessórios, como desempenho cardíaco, níveis de glicose e temperatura, é possível enviar alertas em tempo real para o paciente ou profissional da saúde. Dessa forma, o fluxo de trabalho é otimizado e o paciente garante um atendimento mais confortável.

A tecnologia não tem a intenção de substituir o atendimento médico. Mas quer ajudá-lo para que o paciente siga as recomendações, previna doenças e trate problemas de saúde da melhor forma. Além disso, com os dados fornecidos, diagnósticos serão mais precisos e tratamentos terão melhores resultados.

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