Neuroeducação: o que é e qual é a importância para a área da saúde?

30/01/2019
Homem de terno segurando projeção de lâmpadas como ideias de neuroeducação
Conteúdo validado por Luciana Soldá, Head da Proxismed

Qual é a melhor forma de aprender algo novo? Esta é uma pergunta que muitos se fazem, principalmente professores e profissionais que querem ensinar e informar a população. Mas existe uma resposta correta e padronizada? Aprender é uma capacidade que nasce com todo ser humano e que é desenvolvida ao longo de toda a vida. Nesse cenário, aparece uma área recente da neurociência: a neuroeducação.

Hoje, muitas escolas estão focadas em ensinar às crianças conceitos que precisam para passar em provas, como vestibulares. Porém, muitas deixam de ensinar como os alunos podem desenvolver a capacidade de aprender e lembrar.

O que é neuroeducação?

O Instituto Superior de Estudos Psicológicos, na Espanha, define a neuroeducação como uma disciplina que promove integração entre as ciências da educação e a neurologia. Nessa área, o objetivo é melhorar os métodos de ensino em diferentes programas educativos, como ensino básico, ensino médio e escolas técnicas.

Com essa ciência, foram realizados avanços no processo de aprendizagem, que contribuem para potencializar as capacidades cognitivas e emocionais das pessoas. Francisco Mora, autor do livro “Neuroeducação: só se pode aprender aquilo que se ama”, afirma que o que a neuroeducação faz é transferir a informação de como o cérebro funciona com a melhoria dos processos de aprendizagem.

Em entrevista ao jornal El País, ele explica que por meio da neurociência aplicada à educação, é possível saber, por exemplo, “quais estímulos despertam a atenção, que em seguida dá lugar à emoção. Pois sem esses dois fatores nenhuma aprendizagem ocorre”.

Contribuições da neuroeducação

Essas descobertas estão começando a influenciar diretamente como as aulas são organizadas e ensinadas. A contribuição dada pela neuroeducação pode ser fundamental para traçar perfis cada vez mais reais de acordo com as capacidades e limitações dos alunos. Isso levando em conta não apenas as habilidades cognitivas e comportamentais, mas também fatores biológicos.

Antes, as salas de aulas não estavam preparadas para as diversidades. Hoje, muitas escolas sabem lidar com as deficiências ou dificuldades de aprendizado, como dislexia ou discalculia. Porém, a Fundação Dana, que apoia pesquisas sobre o cérebro, alerta que a transição desse conceito para a sala de aula ainda é lenta.

Confira algumas contribuições da neuroeducação na aprendizagem:

  • Ajuda a identificar condições de saúde que podem afetar a aprendizagem escolar;
  • Permite caracterizar o perfil cognitivo do aluno e auxiliar o planejamento de estratégias educacionais de intervenção;
  • Auxilia no estabelecimento de um prognóstico realista ao processo educacional, sem sobrecarregar o aluno e sem deixar de promover seu desenvolvimento.

Além disso, uma das principais descobertas da neuroeducação é o grande impacto das emoções na aprendizagem.

E qual é a relação da neuroeducação com cuidados com a saúde?

A neuroeducação não precisa atuar apenas no sistema educacional. Nós aprendemos a cuidar da nossa saúde física e mental e recebemos informações novas sobre medicina e doenças constantemente. Ainda mais quando somos diagnosticados com uma doença. Recebemos diversas informações sobre o que é a enfermidade, como ela atinge o organismo, quais são os tratamentos, etc.

Ou seja, os profissionais da saúde nos educam e informam sobre a doença. Portanto, as descobertas da neuroeducação são muito importantes para ajudar o paciente a se engajar no tratamento. Muitas pessoas sabem que estão doentes, mas mesmo assim, não seguem as orientações médicas.

Desta forma, é importante promover a conscientização da condição de saúde e o que deve ser feito para melhoria da qualidade de vida. Para isso, profissionais e empresas do setor de saúde precisam criar uma comunicação personalizada de acordo com cada perfil, emoção e experiência do paciente.

O estudo “Neuroeducação: Integrando a Psicoeducação Baseada no Cérebro na Prática Clínica”, publicado no Jornal de Aconselhamento em Saúde Mental, afirma que a neuroeducação pode ajudar nos cuidados clínicos. A autora do artigo Raissa M. Miller, do Departamento de Educação de Conselheiros da Boise State University, argumenta que a neuroeducação auxilia a direcionar intervenções eficazes, adaptar a linguagem e facilitar a comunicação interdisciplinar.

A Proxis é especialista em jornadas de relacionamento em saúde e ajuda empresas e profissionais a criarem uma relação e um contato com pacientes de forma única. Dessa forma, não se limita à adesão terapêutica, mas ao seguimento de todas as recomendações médicas.

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