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O empreendedor vive na linha tênue entre o ousado e o louco

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Uma linha tênue entre o ousado e o louco. Essa é a melhor definição de empresário no Brasil, na opinião do CEO da empresa de contact center Proxis, Jimmy Cygler. “O resultado é o que vai dizer se ele foi para um lado ou outro”, brinca o executivo.

E ousadia é o que não faltou na história do israelense que chegou ao Brasil no início dos anos 90 com pouco dinheiro no bolso e muita vontade de trabalhar. Sem dominar o idioma local, ele acabou aprendendo português assistindo a novela Tieta, da TV Globo.onfnc703321

Mas, com o passar do tempo, logo percebeu que iria precisar de muito esforço para “esticar o dinheiro”, que só daria para 30 dias. Apelando para sua criatividade e os conhecimentos em marketing, Cygler decidiu, então, oferecer ajuda ao dono do hotel para ampliar ocupação dos quartos. Com isso, ganhou mais tempo de “casa”. Outra parceria semelhante foi fechada com o restaurante por quilo onde comia todos os dias, conceito que ele considerou inovador e de sucesso. “Assim consegui manter quarto e comida por mais tempo”, diz.

Após arrumar um emprego em uma empresa de software do grupo Dynacon, ele achou que estava tudo resolvido. Mas com a reserva de mercado e as dificuldades do setor de tecnologia na década de 90, o grupo decidiu fechar a DynaSoftware, onde Cygler tinha conseguido elevar o número de clientes de 16 para 70. “Eu disse que eles não podiam fechar, porque esses clientes todos usavam os programas em suas empresas e iriam precisar da assistência técnica. Mas eles não mudaram de ideia, então eu falei que comprava a empresa.”

O fato era que ele não tinha dinheiro para comprar nada, muito menos a companhia. E mais uma vez apelou para a “criatividade”. Pediu aos donos para parcelar a compra e disse que a primeira parcela sairia do dinheiro da sua rescisão. “Eles toparam e dividiram o restante, como carnê da Casas Bahia”. Assim, ele se tornou proprietário do negócio, que não sabia bem como ia pagar.

Porém, quando chegou a hora de quitar a segunda parcela o executivo teve uma nova ideia: o grupo Dynacom utilizava os programas da DynaSoftware, portanto precisaria de assistência. “Com isso, fechamos um contrato de manutenção que pagou todo o resto da empresa”, conta ele rindo.

Mas nem tudo são flores no caminho do empresário. Sem dinheiro, ele se arrumava como podia para tocar o negócio, o que incluía dormir na própria empresa. “Eu não tinha dinheiro para nada. Minha casa era a empresa. De noite eu pegava um colchonete, abria e dormia. Pela manhã, enrolava, guardava no armário, tomava banho e começava a trabalhar”, lembra.

Assim, ele conseguiu equilibrar a empresa. E fez opções baratas para tudo, como comprar móveis usados em lojas de segunda mão. O complicado mesmo era a falta de domínio na área de software. “Eu não entendia nada de programação e isso era um problema”, diz. A dificuldade, no entanto, foi resolvida um ano depois, quando o filho dele terminou os estudos e o exército, em Israel, e veio para o Brasil. Como ele entendia de informática, acabou caindo como uma luva nos planos de Cygler. “Ele veio me ajudar e eu só fiz uma coisa, corri para comprar mais um colchonete”, relembra o executivo.

Um ano depois o segundo filho também desembarcava no País e o pai comprou o terceiro colchonete. “Este filho não entendia muito de tecnologia, mas aprendeu tudo de administração e se tornou meu braço direito na empresa”, afirma. Hoje, 20 anos depois, todos já têm casa e as próprias camas.

Sacrifícios

Para ele, todos precisaram se sacrificar para chegar onde estão. Depois do software, Cygler se aventurou pela seara do call center e criou a Proxis, considerada uma ‘butique de relacionamento’ multicanal, que vai desde o simples call center até outros canais de atendimento ao consumidor. Nos últimos três anos, a empresa elevou sua receita em 25% atingindo R$ 20 milhões e prevê crescer 15% ainda este ano.

Ao todo, emprega 450 pessoas e já está entre as 250 PMEs que mais crescem no Brasil por três anos consecutivos, segundo levantamento da Delloite. Aliás, a única empresa do setor que conseguiu entrar na lista. “Atuamos num mercado complicado, com uma péssima imagem e qualquer um sabe disso. Para se diferenciar, é um esforço hercúleo”, diz o executivo, que hoje só atendemarcas premium como Harley Davidson, Louis Vuitton, Novartis entre outras.

Fonte: Jornal DCI

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