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Empresário israelense usa poder de negociar para comprar negócios no Brasil

Depois de ficar órfão aos 13 anos de idade e começar uma vida nova sozinho em Israel, Jimmy Cygler, 66, descobriu o gosto de fazer negócios aos 15 anos, contratando seus colegas para colher azeitonas. Ele veio para o Brasil em 1990 com dinheiro para 30 dias – conseguiu hospedagem e, depois, duas empresas só com seu poder de negociação. Hoje, ele é dono da Proxis, que terceiriza o atendimento de marcas de luxo.

A minha vida pode ser dividida em dois momentos. Antes e depois de um certo dia quando eu tinha 13 anos.

Morava no Uruguai, na fronteira com o Brasil, com a minha família e descobri que, na verdade, minha mãe, uma mulher que me maltratava, não era minha mãe. Eu na verdade era judeu e tinha nascido em Nova York.

Meu pai, que estava no leito de morte, decidiu me mandar para Israel. Assim fui fazer minha vida lá, sem saber o idioma e morando em um abrigo para órfãos.

Aos 15 anos, estudava em um colégio agrícola de Jerusalém e comecei a empreender sem perceber, porque queria um dinheirinho para ir para o cinema e para comprar minhas coisas.

Convenci três colegas de classe a colher azeitonas para mim. Fechei um contrato com uma fábrica de azeite para comprar cada saco que meus amigos colhiam por um preço fechado e pagava um pouco menos para eles pela mesma quantidade.

Em Israel, fui fotógrafo, tive um negócio de quadros e molduras, entrei no atacado de suplementos para floriculturas e abri um comércio de presentes e relógios.

Mas, no fim dos anos 1980, estava cansado das guerras. Lutei quatro delas em frente de batalha, incluindo a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kipur (1973).

Decidi vir para o Brasil por ter lembranças remotas dos dias que passei aqui na minha infância, principalmente do povo acolhedor, e por saber do tamanho do país.

Cheguei a São Paulo em 1990 sem dominar o idioma e com dinheiro para comer e dormir por 30 dias. Arrumei um hotelzinho.

Comecei a conversar com o dono do hotel e disse: “Olha, estou percebendo que muitos quartos ficam vazios todas as noites. Você não quer que eu desenvolva um plano de marketing para aumentar a freqüência do hotel?”. Eu disse que ele não precisava me pagar: era só ir trocando o serviço pela estadia.

Aproximei-me de um grupo de empresários judeus. Eles tinham uma empresa de software chamada Dynasoftware, de um grupo de empresas maior. Disse que estavam sem líder para o negócio, de oito funcionários, e me chamaram para assumir.
Depois de 16 meses, os sócios se cansaram do negócio e decidiram fechá-lo para dar mais atenção ao Dynavision, videogame do mesmo grupo inspirado no Atari.

Então propus comprar a empresa. Quando me perguntaram como, expliquei: “Eu não sou empregado? Vocês não têm de me mandar embora? Vocês ficam com minha rescisão e essa será a primeira parcela. O resto, pago a prestação, em 17 parcelas.

Quando chegou o momento de pagar a segunda parcela, falei para eles: “Todos os softwares da empresa de games, a Dynacom, são de propriedade da empresa que comprei, e vocês vão querer manutenção. Que tal fazermos uma permuta das próximas parcelas por cinco anos de manutenção?”. Aceitaram. Então comprei minha primeira empresa no Brasil sem tirar um tostão do bolso.

Em 1995, para tentar encontrar um negócio de faturamento mais recorrente, fundei a empresa Resolve Telemarketing.

No ano 2000, tínhamos 60 pessoas e fui procurado por um investidor que queria uma consultoria para iniciar a implantação de um call center.

Eu sugeri um investimento de R$ 4,5 milhões. Ele se empolgou e investiu R$ 23 milhões para criar a Proxis.

No fim de 2004, esse investidor me procurou novamente, dizendo que estava perdendo dinheiro: tudo no call center que ele montou era luxuoso e a empresa perdia R$ 250 mil por mês. Decidi que queria comprá-la.

Eu não tinha dinheiro, tinha uma companhia muito menor. Sem gastar nada, o que ofereci a ele foi a oportunidade de parar de perder dinheiro com o negócio. Ele aceitou

Hoje a Proxis tem 450 funcionários e um faturamento de R$ 23 milhões anuais.

Fonte: www.folha.uol.com.br

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